Psicoterapia para quê?

A olho nu, a fragilidade do próprio ser humano, denuncia a organização contemporânea que incentiva a presença cada vez mais individualista d...

A olho nu, a fragilidade do próprio ser humano, denuncia a organização contemporânea que incentiva a presença cada vez mais individualista de ser dos homens no mundo, favorecendo cada vez mais a tendência de banalização do sofrimento humano, e por sua vez da vida humana. Assim, as principais ações tornam-se repetir e reproduzir...

A alienação de si mesmo é o maior gerador de conflitos,  viver a rotina "empurrando com a barriga" até que algo importante acontece e nos derruba. O que fazer? "O que fiz da minha vida?" Procurar ajuda terapêutica é um sinal de coragem e maturidade. Mas infelizmente, o preconceito mistura-se com a ignorância, fazendo com que muitos deixem de se beneficiar do trabalho psicoterapêutico, mas a final para quê serve a Psicoterapia??

Com a avaliação psicológica inicial, verifica-se a necessidade do paciente ser acompanhado. O período de acompanhamento psicológico é denominado de psicoterapia, este processo conduz ao auto conhecimento, explora potencialidades e desbrava limites. O paciente (re)descubre em si condições para modificar comportamentos que geram o sofrimento através da reflexão mediada pelo psicólogo.

O período do acompanhamento é relativo e varia conforme o objetivo almejado e a queixa do paciente. Como consequência, a psicoterapia auxilia em conflitos que perturbem o desenvolvimento das atividades, sejam elas corriqueiras ou de extrema importância. Inseguranças, traumas, lembranças ou momentos difíceis que perturbem a consciência, independente destes virem a se configurar como transtornos, síndromes ou doenças.

A Psicologia visa atender situações emergentes com a psicoterapia, seja individual ou em grupo. O homem atribui sentido ao mundo a partir de seu repertório particular trazendo consigo indícios presentes de dificuldades ou traumas de seu passado que interferem no presente. A psicoterapia reaproxima o sujeito de situações que envolvem conflitos passados através de fatos do seu cotidiano,  conduz o paciente a colocá-los em questão, refletir e re-construir significados a medida em que este paciente se desvela.

As novas compreensões se enraízam na reconciliação com novos comportamento articulando o passado e o presente para a compreensão atual através das relações sociais que os constituem o homem e que, por eles são constituídos.


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