Falar
sobre o papel da mãe e sua relação com o filho é falar sobre a função materna
na Psicologia. É através desta relação, mãe - filho que se constrói a noção de
um sujeito, a partir da relação com o outro. A base para a organização psíquica
da criança começa a priori com a mãe nos cuidados desta relação, que na
sequência se estende para a família e para o ambiente social mais amplo.
É chegado o momento de redefinir a identidade em função do novo papel social vivido, ser mãe. Na medida em que a mulher se apropria das tarefas constrói um estilo próprio com segurança e domínio acerca do universo materno. Para este domínio, muitas vezes se recorre a própria experiência, ou repetimos boa parte dos comportamentos de nossa mãe, ou ainda, evitamos o modelo recebido.
Este
momento de recordar as próprias referências pode ser doloroso para muitas
mulheres, haja vista as possíveis marcas de uma vivência não muito boa com a mãe. Nestes
casos, caso haja grande incômodo, trauma(s) e constante sofrimento, é de grande
valia o acompanhamento de um psicólogo com o objetivo de buscar a interrupção de padrões
de comportamento no histórico familiar, para não violar os direitos da criança, pois nem
sempre os pais conseguem evitar o modelo educacional que tiveram.
O trabalho com a família tem a intenção de preservar os vínculos e fortalecê-los, por isso é fundamental o suporte e manutanção da relação familiar. Traumas marcam profundamente os filhos, afinal, não podemos esquecer de que as relações são apreendidas pelos filhos através da vivência no cotidiano como exemplo.
O trabalho com a família tem a intenção de preservar os vínculos e fortalecê-los, por isso é fundamental o suporte e manutanção da relação familiar. Traumas marcam profundamente os filhos, afinal, não podemos esquecer de que as relações são apreendidas pelos filhos através da vivência no cotidiano como exemplo.
A
relação mãe-filho é intensa, a ponto da mulher abdicar de si em prol da chegada
do ser indefeso. Neste período a mulher lida com uma série de questões. Assumir
a maternidade perante a sociedade é uma responsabilidade que gera uma carga de
auto exigência muito grande, principalmente se for o primeiro filho. Cabe
ressaltar as particularidades de cada mulher e suas relações com o mundo, porém
essa abdicação é algo típico do papel da mãe diante da sociedade. Este grau de
exigência tende a diminuir naturalmente com o passar dos primeiros meses, e a
mulher passa a “retomar” sua rotina, a qual jamais será a mesma.
Inicialmente,
no período de resguardo, é comum o relato de mães que durante meses não sentem nenhum
desejo sexual pelo parceiro ou até mesmo de se tocar com a masturbação. O que pode
gerar complicações na relação se não houver compreensão, pois todo o objeto de
desejo (afeto) da mulher está inconscientemente canalizado ao pequeno ser que acaba de
chegar, o bebê.
Na atualidade, muitas são as mamães que realizam babyoga, natação com o bebê e
tantas outras modalidades que foram se adaptando para atender a necessidade
específica deste público exigente, proporcionando à criança estímulos variados
e à mãe a possibilidade de rápida adaptação, lazer e adequação a sua nova
imagem corporal. Ao passo em que esta adaptação à imagem corporal ocorre, a
mulher vai se sentindo novamente atraente e facilitando assim o relacionamento
com o parceiro, para a felicidade do casal.A disposição de todos os envolvidos amigos e familiares é de fundamental importância para que este período de adaptação da família. Ajudar a mãe neste momento seria auxiliar mais nas atividades da casa e não apenas nos cuidados com a criança, pois ambos, mãe-filho necessitam estar juntos, colaborando assim para que a função materna seja desempenhada.


















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