É durante o sono que
ocorre um fenômeno peculiar, o sonho. Dormir bem é fundamental para uma vida
saudável. No período em que dormimos muitos hormônios regulam nosso metabolismo
quimicamente. Dormir mal reflete na dificuldade em baixa concentração, déficit de
memória, rebaixamento na concentração e motivação, alteração no humor e queda
na imunidade, por exemplo.
É através do sonho
que os conteúdos do inconsciente encontram um caminho para se expressar
diretamente. Por serem experiências puramente endopsíquicas, os sonhos não são
organizados pelas leis que regem as nossas vivências conscientes. O tempo, o
espaço, a gravidade, a matéria, todos são perfeitamente maleáveis, e por vezes,
inexistentes dentro de um sonho.
Os sonhos são
compostos em geral pelos conteúdos do nosso inconsciente, e entre estes
conteúdos, guardamos alguns resquícios das vivências do dia anterior e que
talvez passassem despercebidos pela consciência e relegados ao nosso
inconsciente. Estas percepções, em conjunto com sentimentos e pensamentos podem
reaparecer durante os sonhos.
O sonho funciona como
um regulador do equilíbrio psíquico. Podemos afirmar que seu significado
principal, segundo Jung (1961), é estabelecer uma relação entre a vida
consciente e a inconsciente. As imagens oníricas, do sonho, são símbolos que
ligam à consciência do sonhador a aspectos não percebidos dos acontecimentos em
que não tomou contato direto quando desperto, segundo Grinberg (2003, p.116).Cada sonho é único, pois cada sonhador constrói o seu prórpio roteiro com significados diferentes e sequências. O objetivo de um símbolo quando aparece em um sonho, é o de que seu significado seja assimilado pela consciência.
Os tipos de sonhos:
Grinberg (2003, p.
199-220), distingue os sonhos:
* atitude consciente, quando a
consciência diante do fato está unilateral, a compensação costuma ser mais
evidente. Ocorre uma franca oposição à atitude consciente, surgindo os
pesadelos ou sintomas.
* moderada, quando a consciência
estiver moderada nas situações da vida, ocorrem sonhos com modificações sutis e
caso a consciência não registre a mensagem do sonho, este, pode repetir-se
alertando o sonhador.
* adequado, quando a atitude
consciente for adequada e aceitável ao sonhador, a compensação pode até
coincidir com o seu significado, enfatizando tendências e conteúdos da
consciência reforçando atitudes conscientes.
Jung (1975)
distingue ainda os sonhos entre:
* pequenos sonhos, sonhos que surgem a
partir dos símbolos e resquícios de vivências conscientes, presentes no
inconsciente pessoal.
* grandes sonhos, sonhos cujo
conteúdo é proveniente do inconsciente coletivo, com a presença de temas e
imagens arquetípicas (a morte, o sábio, fênix e outros), indicam profundas
mudanças na personalidade consciente do indivíduo por facilitar e mobilizar o
crescimento pessoal em direção à ampliação da consciência de si mesmo. Estes
sonhos, geralmente aparecem em períodos críticos do desenvolvimento pessoal.
* sonho premonitório, no qual o
inconsciente gera um sonho que alerta o indivíduo para os perigos que nossas
atitudes conscientes representam à sua integridade. É uma forma peculiar de
compensação da atitude consciente. Vale lembrar que não estamos nos referindo a
nenhum presságio de ordem mística, mas sim à capacidade intuitiva do
inconsciente de perceber o perigo que as atitudes conscientes do indivíduo lhe traz.
O norte americano Dr.
Stephen LaBerge, (1985) Ph.D. em Psicofisiologia, traz suas contribuições
largamente difundidos e cientificamente validados, quanto ao:
* sonho lúcido, em que durante o
sonho temos a percepção de certo controle de nossas ações e pensamentos.
A importância do sonho na psicoterapia:
Os sonhos é a
expressão do inconsciente, e nele está tudo aquilo que a sociedade
culturalmente ensina a reprimir, ora por “educação” ou ora por defesa pessoal,
fugindo e evitando um sofrimento maior, por exemplo. Assim, os sonhos têm um
papel importante dentro do processo terapêutico, facilitando a integração de
aspectos indesejados do sujeito.
















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