Término de relacionamento
Uma das despedidas mais difíceis ocorre quando amamos uma pessoa e, ao mesmo tempo, vemos que não é possível construir um relacionamento saudável com ela. É um momento de profunda introspecção, onde o coração e a mente debatem se devem ficar ou partir.
Pois bem, ficar significaria continuar esperando as mudanças que não vêm,
tolerar ações que nos machucam, aceitar o mínimo esforço, perder-nos na
tentativa de não perdê-lo. Às vezes, a esperança nos liga a situações
insustentáveis.
Apegamo-nos à ideia de que as coisas vão melhorar, mas
a realidade é que nem sempre é assim. Coragem é reconhecer quando é hora de
deixar ir. Sabemos que partir vai doer; mas será o caminho que nos levará à
cura para escolher a si mesmo, já que pessoas perfeitas não existem. A ideia
não é trocar o certo pelo duvidoso, nem descartar as relações. Claro que em
situações de violência física e psicológica, a pessoa deve se preservar. Bem
como relutar sobre o desgaste do tempo para salvaguardar a história da relação.
Relutar sobre as frustrações vividas para não colocar a culpa no(a) parceiro(a)
sobre algo que cabe a si. Escolher a si é, ter clareza crítica, sobre estas
possibilidades acima. E se não houver sugiro psicoterapia, individual ou de
casal, inclusive.
Entretanto, a dor da despedida quando ocorre o término
é inevitável, mas também pode ser primeiro passo para a cura pessoal. Quando a
relação é doentia, ao nos distanciarmos daquilo que nos machuca, permitimos que
nossas feridas cicatrizem. Quando a relação nos adoece, a distância pode ser um
ato de amor próprio e autocuidado. Em vez disso, ficar apenas continuará a
abrir a ferida cada vez mais. Permanecer em um relacionamento tóxico ou
insatisfatório prolonga o sofrimento.
Cada dia que passamos nessa situação, a ferida se
aprofunda. É como se estivéssemos abrindo uma ferida repetidamente. Às vezes
você opta por ir embora, não por falta de amor por aquela pessoa, mas pelo seu
amor próprio que te move a cuidar de si mesmo. E com amor você vai embora.
A decisão de partir não é um ato de falta de amor para
com o outro, mas um ato de amor para consigo mesmo. Isto é: “Eu me amo o
suficiente para não me permitir continuar sofrendo”. E nesse amor próprio
encontramos forças para nos despedirmos, ficarmos em PAZ e seguirmos em frente.
Lembre-se que cada despedida é uma oportunidade de crescer, aprender e
transformar.
Às vezes, o maior ato de amor é abrir mão daquilo que
não nos nutre mais, para abrir espaço para escolher a si mesmo e quem sabe se
abrir a novas experiências futuras... Se você precisar de ajuda após um término, não hesite em buscar por assistência profissional. Cuide-se bem e vem pra psicoterapia você também.
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Psicóloga Carla Ribeiro de Oliveira - CRP SP 86203
Avenida Conselheiro Nébias, 444 conj. 1709 - Encruzilhada, Santos, SP
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