Raiva

Quando uma angústia de dor e caos se instaura é comum a frustração e a raiva se destacarem, muitos de nós conseguem moderar esses instint...

Quando uma angústia de dor e caos se instaura é comum a frustração e a raiva se destacarem, muitos de nós conseguem moderar esses instintos furiosos e só raramente são  despertados por uma fúria interior.

A raiva nasce de duas fontes básicas. Uma é o medo (particularidades, fantasias e crenças) e outra é a frustração (não se sentir confortável consigo mesmo, não alcançar objetivos ou desejos, ver que as coisas não são cono queremos).

Quando uma pessoa sente raiva frequentemente, o comum é que existam crenças errôneas que a levam a interpretar a realidade de maneira assustadora ou frustrante.

Explosões de raiva são o resultado de medos e frustações acumulados. Começam a incubar quando não atendemos a pequenos desconfortos que pouco a pouco se tornam frequentes. Tudo começa com um leve incômodo consigo mesmo, com alguém em particular ou com o mundo em geral.

Com o tempo, a pessoa sente esse desconforto, mas não o expressa ou não  consegue administrá-lo. Normalmente busca uma fuga momentânea para aliviar-se de alguma forma e se distraí e alivia o incômodo e depois segue a vida. E sem perceber, a qualquer momento vem um novo gatilho que desencadeia uma soma de diferentes medos e frustações acumulados até que, com o tempo, dá-se origem a explosão de raiva.

Passada a tempestade, fica com a idéia de que passou, mas a forma explosiva muitas vezes se mantém. Assim que os primeiros sintomas da raiva aparecem, surgem críticas ácidas, sarcasmos ou pequenas expressões de rejeição. O que perdura os ciclos de comportamento de explosões de raiva são em grande parte às válvula de escape. Observe-se e tente identificar quais são as suas válvulas de escape. (álcool e outras drogas; comida; jogos de sorte e azar; compras compulssivas; tecnologia).

Uma pessoa com explosões frequentes de raiva sem razão, torna-se violenta, ela precisa de ajuda profissional para avaliá-la pois pode se tratar do transtorno explosivo intermitente. Não é uma questão de temperamento, mas um problema que vai além e requer atenção antes de alcançar consequências mais sérias como perder o emprego, a relação afetiva ou os amigos.

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