Você contém sua raiva?

Quando uma angústia de dor e caos se instaura é comum a frustração e a raiva se destacarem, muitos de nós conseguem moderar instintos furiosos que raramente são despertados por momentos repentinos de explosão.

A raiva nasce de duas fontes básicas. Uma é o medo (particularidades, fantasias e crenças) e outra é a frustração (baixo limiar e tolerância, não se sentir confortável consigo mesmo, não alcançar objetivos ou desejos, ver que as coisas não são como queremos).

Quando uma pessoa sente raiva, frequentemente interpreta a realidade de maneira instável e por vezes ameaçadora. Explosões ou crises de raiva são o resultado intolerâncias em acumuladas e não resolvidas. Desconfortos que pouco a pouco se tornam frequentes com o externo e consigo mesmo.

Com a explosão se alivia o incômodo e cilco retorna. E sem perceber, a qualquer momento vem um novo gatilho que desencadeia uma soma de diferentes medos e frustações acumulados até que, com o tempo, dá-se origem a nova explosão de raiva. 

A repercussão com colegas de trabalho, familiares próximos são críticas ácidas, sarcasmos e com o tempo, rejeição e exclusão. O que perdura os ciclos de comportamento é a inabilidade em administrar frustração, é preciso reaprender. Com a psicoterapia se ampliar o próprio olhar para identificar esta inabilidade e desenvolver estratégias para manejar a frustração, controlar o ímpeto de violência e  contornar sozinho o autocontrole.


Algumas dicas para controlar crises de raiva:

1. Identifique os momentos normalmente lhe causam raiva; 

2. Na sequência busque avaliar racionalmente os gatilhos que lhe "subiu o sangue" e lhe trouxa tamanho incômodo;

3. Busque dialogar internamente para entender como você poderia minimizar esta sensação e retomar o autocontrole pois a pessoa não merece seu descontrole, contenta-o. Se não conseguir sozinho procure assitencia e avaliação psicológica.

A psicoterapia é uma ferramenta, proporciona autoconhecimento que facilitará o manejo e reduz as crises de raiva para não comprometer as relações de trabalho, familiares ou afetivas. Assim, evitar que essas explosões evoluam para um TEI (transtorno explosivo intermitente) minimizando consequências mais sérias em diferentes contextos: trânsito, trabalho, o casamento, os amigos evitando a coleção brigas evitáveis. Cuide-se bem e priorize sua saúde mental.