Saúde Mental na quarentena



O contexto de contágio e risco de vida gera comportamentos de auto preservação, a ameaça é real e não deve ser subestimada. Um fenômeno natural que somado ao isolamento social e a impossibilidade de muitas práticas laborais impacta diretamente na saúde mental e financeira. Traz muitas especulações e conflitos de interesse em torno da alta magnitude de transmissão, contágio e agravos de saúde.

A reação é de medo, insegurança e ansiedade em resposta a uma experiência traumática coletiva, sem precedentes e infelizmente globalizada. Estamos todos tal como um paciente com transtorno de ansiedade, porém temos um motivo realístico. Logo pânico e desespero são reações improdutivas, então precisamos ter em mente alguns critérios e estratégias para driblar possíveis momentos de desespero e exercitar autocompaixão.

Ter autocompaixão é aceitar e acolher a própria dor e angústia, parar de se auto torturar com os acontecimentos da atualidade. Uma forma de interromper esse ciclo de ansiedade e sofrimento é identificar os medos e inseguranças que lhe são possíveis de ação individualmente e depois coletivamente. Para estar minimamente inteiro é preciso acalmar as angústias internas e individuais prioritariamente. Assim você buscará freios à pensamentos de cunho ansioso, interrompendo e evitando gatilhos que podem levá-lo a uma crise de ansiedade ou pânico.

Trata-se de uma grande oportunidade para melhorarmos nossa capacidade de empatia, compaixão e autocompaixão, focando em ações práticas para o que está ao nosso alcance. Condutas de higiene e isolamento social, estruturar rotina para planejar ações em casa com lazer, atividades físicas, leituras e meditação. É importante fazer pausas e encontrar atividades que não sejam exatamente produtivas e sim restaurativas como arrumação de armários, cuidado com animais, jardinagem ou mudar os móveis de lugar.

Paradoxalmente estar longe é estarmos unidos pelo bem estar comum, vamos abusar de recursos tecnológicos para apaziguar o distanciamento físico e tentar minimizar o sofrimento emocional dos demais, para que possamos sair desta pandemia mais resilientes e mais humanos. Se os sintomas de ansiedade ou depressão passarem da conta recomenda-se procurar ajuda de um profissional.
 

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