Tenho esquizofrenia, e daí?

A pior barreira continua sendo a discriminação, para isso o único remédio continua sendo a informação, pois ter a Esquizofrenia não é ...


A pior barreira continua sendo a discriminação, para isso o único remédio continua sendo a informação, pois ter a Esquizofrenia não é fácil, mas com auxílio da família e um bom acompanhamento interdisciplinar é possível aprender a conviver em sociedade e estar inserido nela com dignidade e qualidade de vida.
A Esquizofrenia é uma categoria de transtornos mentais, segundo CID-10 Classificação internacional de doenças, A esquizofrenia se caracteriza pela desorganização do pensamento, da percepção dos sentidos, do afeto inadequado e/ou embotado - dificuldades em expressar emoções e sentimentos. Um estado complexo apresentando e causando prejuízos ocupacionais, na vida de relações interpessoais e familiares. Segundo os dados do Ministério da Saúde, hoje há 1 milhão e 500 mil pessoas portadores deste transtorno no Brasil!!!

Nesse quadro a pessoa perde boa parte do sentido de realidade ficando muitas vezes incapaz de distinguir a experiência real da imaginária. Normalmente se manifesta no final da adolescência ou início da idade adulta, entre 15 e 28 anos devido a um estresse muito grande ou uso de drogas, tais como: maconha, anfetamina e cocaína. O curso desta doença, em geral, é crônico com tendência à deterioração da personalidade do indivíduo.

Algumas características são:   

- Eco do pensamento: O paciente acredita que seus pensamento foram roubados.

- Delírio: sujeito crê em idéias falsas e irracionais. As quais em geral são temas de: perseguição; grandeza - de repente pode “vir a ser” o Obama, Gandhi, Madonna...; entendem que a televisão pode conversar com eles, ou delírios místicos e religiosos - ter a missão de Salvar a humanidade e escrever em aramaico.

- Alucinações: o paciente percebe algo que em realidade não existe, como ouvir vozes ou pensamentos, enxergar pessoas, vultos ou animais. Tais alucinações são frequentemente assustadoras e perturbadoras.

- Discurso e pensamento desorganizado: Uma formação coesa estruturalmente da fala e também pedante, porém ilógica e desconexa, demonstrando a incapacidade de organizar o pensamento em uma seqüência lógica.

- Expressão das emoções: afeto inadequado ou embotado, ou seja, uma dificuldade de demonstrar a emoção que está sentindo. Não consegue demonstrar se está alegre ou triste, por exemplo, tendo dificuldade de modular o afeto de acordo com o contexto, mostrando-se indiferente a diversas situações do cotidiano.

- Alterações de comportamento: expressar comportamento impulsivo, agitado ou retraído, muitas vezes apresentando risco de suicídio ou agressão se estiver em surto, além de exposição moral, como por exemplo, falar sozinho/ com alguém em sua fantasia em voz alta ou andar sem roupa em público.

Para obter o diagnóstico e tratamento é necessário o acompanhamento psiquiátrico, pois em geral, faz-se o uso de medicações antipsicóticas ou neurolépticos que diminuem os sintomas (alucinações e delírios), procurando restituir o contato do paciente com a realidade; entretanto, não restabelecem completamente o paciente. As medicações antipsicóticas controlam as crises e amenizam a evolução mais desfavorável da doença.

O acompanhamento psicológico como a psicoterapia individual e familiar são também muito importantes para diminuir as recaídas, promover o fortalecimento psíquico, aprimorar a dinâmica familiar e suas dificuldades em lidar com o paciente, pois próximo a família e a comunidade sua melhora e o seu desempenho é sempre otimizado e mais saudável do que as internações se a família apoiar.

Voltado ainda na reinserção social há também as oficinas terapêuticas ou terapia ocupacional em que os pacientes podem aprender a conviver com outros e respeitar suas diferenças; apreender afazeres concretos, como por exemplo: colares, sabão vegetal, instrumental, marcenaria, panificação... estas tarefas mostram concretamente ao paciente que ele é capaz de produzir algo bom na sociedade,  e com isso, trazer até mesmo a possibilidade de um ofício. 

Olhar com indiferença a uma pessoa com esquizofrenia é não valorizar as diferenças e suas riquezas que habitam a cada um de nós, um universo de idéias, fantasias e sonhos que devem ser sempre respeitados. 

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