Gestão do Tempo


Nas circunstâncias atuais do ritmo frenético da vida moderna, em meio a tantas tribulações, é comum o questionamento sobre o tempo, que passa a ser cada vez mais precioso e raro diante das constantes exigências do espaço no mercado de trabalho. O que traz à tona a constante necessidade de atualização profissional para garantir uma colocação bem sucedida. A ordem é a convergência de progresso, razão, produção e acumulação para a exigência de homens plenos, livres e felizes. Será?
 
Será o homem livre e feliz em meio a tantas atividades, que por vezes, o deixa longe do precioso tempo para dedicar-se a sua família, amigos e vida social... e tão próximo à beira de um colapso a provocar o esgotamento físico e mental? Aquele que visa unicamente a ordem social instituída, certamente diria: – “Um sacrifício necessário em prol daqueles que amo”. Já outros, estariam abertos a buscar maior equilíbrio e conciliar o trabalho e a vida social, para de fato não oferecer àqueles que se ama a ausência... 

Logo, gerenciar o próprio tempo requer empenho, dedicação e principalmente, disciplina. É necessário estar motivado por benefícios que realmente tragam momentos de felicidade. Pare um instante e se questione: o que significa felicidade para você e como proporcionar isto a si mesmo? O segundo passo é adaptar sua rotina a tais possibilidades, ordenando prioridades. Faça uma lista e tente segui-la e aprimorá-la.

Estudar o seu tempo irá revelar aspectos do cotidiano, sobre si mesmo e prioridades que talvez lhe sejam até desconhecidos, sendo possível conhecer o tempo dispensado desde o período de locomoção para o trabalho, ou curso e o exercício do mesmo; cuidado à própria saúde e em quais níveis, seja pela alimentação saudável ou pela prática de atividades físicas; tarefas domésticas; cuidados pessoais e a outros membros da família; hobbies; lazer e cultura, etc.

Adequar a rotina às próprias necessidades mediante ao contexto e particularidades certamente nos faz mais felizes e em equilíbrio. Boa sorte!





Infidelidade e Ciúmes

Viver em sociedade requer a educação de desejos, sobretudo, os desejos sexuais e libidinosos. Educar e reprimir certos impulsos sexuais para conquistar a fidelidade pode ser um grande desafio para muitos... As regras ou contratos conjugais formam a base para delinear a convivência a dois. Construídos e consolidados durante todo o relacionamento, os acordos feitos entre o casal são fundamentais para nutrir e sustentar a fidelidade.

Ao passo em que o casal mantém a relação, o desejo pela exclusividade e plenitude para investir tempo, dedicação e cuidado ao parceiro se concretiza de modo muito peculiar, pois cada uma das partes atribui a seu parceiro um significado. Este significado é construído de acordo com o repertório de experiências de vida e maturidade emocional individuais.
 
Nossas experiências de vida nos constituem enquanto sujeito, elas influenciam nosso comportamento e regem nossas crenças. O medo, a insegurança e a baixa autoestima podem ser advindas e resultantes de experiências vividas anteriormente, e contudo, podem ser responsáveis por gerar ciúmes causadores de conflitos, crises, insatisfações e instabilidade na relação atual (namoro, noivado, casamento e relação estável). "O ciúme nasce sempre com o amor, mas nem sempre morre com ele." (Rochefoucauld, 2006).

Quando a satisfação na relação diminui, ou quando os sentimentos e pensamentos amorosos não se renovam, favorecendo a falta de compromisso na relação por parte de um dos parceiros, é comum haver um distanciamento na relação por uma das partes. Uma das consequências deste distanciamento, pode ser a origem de pensamentos e fantasias de infidelidade, causando o ciúme.

O ciúme é definido como um turbilhão de pensamentos, sentimentos e ações distintos entre homens e mulheres que supervalorizam objetos, pessoas e animais em diferentes intensidades. (Zammuner, 1995). Caracterizado por uma dependência do parceiro e também grande insegurança sobre si mesmo, do parceiro e do relacionamento.

Pesquisas apontam que, em um relacionamento heterossexual, o ciúmes do homem é fortemente relacionado a exclusividade sexual da mulher, enquanto que, para a mulher, o ciúmes está mais relacionado a um possível envolvimento emocional do parceiro. Já em um relacionamento homossexual, ainda que experimentem níveis de ciúme similares aos dos heterossexuais, as mulheres sentem-se mais aflitas diante da infidelidade sexual, e os homens ficam abalados emocionalmente ao imaginar que o parceiro poderia estar comprometido afetivamente com outra pessoa (Sheets & Wolfe, 2001).

Na intenção de minimizar conflitos na relação do casal, é comum buscar avaliação ou orientação psicológica. Na intenção de cuidar da relação, a psicoterapia de casal pode ser uma boa opção se ambos os parceiros estiverem dispostos à manutenção da relação, abolindo a postura de que a culpa estaria centralizada no parceiro e assumindo a parcela de responsabilidade que cabe a cada uma das partes pelos conflitos.

O ciúme se afasta do padrão de normalidade quando passa a gerar grande sofrimento, mal-estar, preocupações constantes, má alimentação e noites em claro são exemplos de que o nível de ciúmes extrapola e que requer de assistência e intervenção profissional... na intenção de evitar que o ciúme culmine com a expressão de violência de diferentes tipos contra o parceiro, por exemplo.

É sempre crucial tornar consciente alguns processos inconscientes, tais como o ciúme e as influências que conduzem à infidelidade. A psicoterapia elucida estes processos realizando favorecendo a manutenção da relação, restabelecendo o equilíbrio emocional.  

Dificuldade de emagrecer?

Como psicóloga especialista em saúde e emagrecimento, digo que hábitos alimentares falam muito sobre o indivíduo e sua forma de vida, assim como as motivações, frustrações e outras razões de se comportar também desvelam formas do sujeito estar no mundo. 

Explorar os padrões comportamentais do indivíduo são meios para pôr em questão fatos e crenças na intenção de resignificá-las. Emagrecer não é fácil, mas também não é impossível! 

Por quê emagrecer é difícil?


A obesidade é um fator crescente, o marketing dos comerciais de tv são exímeis e sábios diante da fragilidade dos pais em dizer o não. Asociedade moderna exige uma verdadeira adequação comportamental na praticidade das refeições, as quais estão cada vez mais globalizadas e presentes em nosso cotidiano, em face da facilidade em adquirir alimentos industrializados que dominam não só em prateleiras, mas também nas opções dos pequenos super influenciados por múltiplos interesses comerciais de uma sociedade capitalista e recheada de  hábitos alimentares impróprios à saúde das futuras gerações.

A obesidade é uma doença crônica, de origem multifatorial e difícil controle por envolver diferentes aspectos da vida do indivíduo, o que requer o olhar de diferentes profissionais de saúde, tais como: clínico geral, endocrinologista, nutricionista, psicólogo, educador físico, entre outros, que devem trabalhar de maneira conjunta a fim de    potencializar    no    indivíduo habilidades e condições não só de orientações nutricionais e de intervenção clínica, como também, de atividade física adequada e de suporte psicológico para o controle, prevenção e promoção da saúde do indivíduo obeso que deve resistir sabiamente as imposições da sociedade que consome desenfreadamente, em que comprar um alimento significa também poder de consumo...

Durante a dieta a psicoterapia tem funções importantes, mencionarei quatro grandes contribuições são elas: abordagem de expectativas irreais e quase mágicas dos pacientes para a  perda de peso, sendo necessário  modificar esta crença. A segunda, refere-se ao comportamento pró-ativo e de constante motivação, a qual ocorre caso o tratamento envolva um processo de formação de longa duração, mais de um ano. A terceira,  aponta que o controle rígido deve ser desencorajado, pois as mudanças de comportamento e atitude devem ser governadas pelo princípio do controle flexível e a longo prazo.  O quarto, traz o sucesso a longo prazo em razão dos comportamentos estarem envolvidos em processos de adesão e mudança em hábitos e no estilo de vida.

Abaixo o vídeo aborda como somos influenciados socialmente para o consumo desenfreado de alimentos, veja e reflita...
 

Realização dos desejos para o Ano Novo.

Concretizar os desejos mencionados na passagem de ano novo é o sonho de muitos. A magia que envolve a todos na contagem regressiva e na explosão dos fogos de artifício faz reacender a chama de esperança por conquistas no íntimo de cada um de nós, mas afinal, como concretizar tantos desejos?

O questionamento é válido, embora nem todos o façam. Muitos esperam que os desejos se concretizem com a chegada da sorte e/ou inspiração divina. Mas até para ganhar na mega sena é necessário fazer a sua aposta. Assim, qual será a parcela de responsabilidade que lhe cabe ao expressar o desejo, seja pelo regime, pelo sucesso de sua empresa ou até mesmo na vida amorosa?

Para muitas das realizações é necessário algum nível de dedicação, atitude que move o indivíduo a algum propósito. Avaliar o nível de prioridade, de necessidade e vontade é fundamental para que ele comece a ganhar forma e venha a se tornar real. É próprio do ser humano ter desejos, mas para retirá-los da fantasia e da abstração rumo à realidade, requer investimento para suprir a fonte da própria satisfação.

Deixar-se envolver conscientemente com as próprias particularidades e os desejos mais íntimos é assumir a autoria da própria história, quer seja simplesmente para sonhar, quer seja para envolver-se e torná-los reais, em ambos a liberdade estará sempre presente. Mas quando queremos tornar o desejo real e não nos envolvemos, deixando-o escapar, de certo modo, nos tornamos prisioneiros do próprio medo de tentar. Para lançar-se ao desejo é necessário superar o medo do erro e do fracasso para persistir rumo a ousadia do sucesso para seguir como protagonista no ano que se inicia. Feliz 2013!

Dúvidas, a cirurgia bariátrica e o acompanhamento psicológico

- O acompanhamento psicológico é fundamental para os pacientes que passaram por uma cirurgia bariátrica? 

Primeiramente é importante diferenciar o que é acompanhamento psicológico e o que é avaliação psicológica. O acompanhamento é caracterizado pela psicoterapia, processo conduz ao autoconhecimento, (re)descubre em si condições para desconstruir comportamentos que geravam sofrimento, podendo ocorrer a curto ou longo prazo; já a avaliação psicológica é um exame de caráter compreensivo, em que o paciente responde questões específicas para se submeter a avaliação de seu funcionamento psíquico, sendo que, em ambas as atuações correspondem à prática clínica do psicólogo.  

Com a avaliação psicológica inicial, verifica-se a necessidade do paciente ser acompanhado. O paciente que se candidata a uma intervenção cirúrgica como a cirurgia bariátrica, por exemplo, estará implicado a uma avaliação psicológica, pois há critérios a serem seguidos e respeitados. No pós-cirúrgico recomenda-se a psicoterapia para a modificação dos hábitos alimentares.


-A necessidade desse acompanhamento é maior entre os adolescentes? 

Cabe ressaltar que a cirurgia bariátrica é um procedimento invasivo, com restrições significativas para o sujeito não apenas de ordem orgânica, mas também social e psicológica, por isso, nem todas as pessoas têm o perfil psicológico para a realização deste procedimento, a ser considerado como última opção para o tratamento da obesidade e de tantas outras doenças e ela associadas. Muitos são os pacientes que têm uma visão deturpada sobre a cirurgia bariátrica, encaram o procedimento como algo milagroso... porém, se não houver a mudança de comportamentos diante dos hábitos alimentares muitos voltam a engordar e a recuperar todo o peso de antes, por exemplo.

Antes de se pensar na cirurgia bariátrica, conforme a portaria do Ministério da Saúde de nº 492, de 31 de agosto de 2007 é necessário atentar há outros meios de tratamento, sendo critério a evidência de insucesso no tratamento clínico realizado há, pelo menos, dois anos com profissionais da saúde, dentre eles educadores físicos, nutricionistas, endócrinos, clínico, psicólogos e outros. Dentre outros critérios mencionados pela portaria.

Com as modificações do Ministério da saúde os adolescentes passam a ter a cirurgia bariátrica como uma opção de tratamento. O que requer um cuidado ainda maior para todos os profissionais que atuam com a avaliações da cirurgia bariátrica, buscar por profissionais com conhecimento científico específico e especializados torna o processo mais simples e seguro, principalmente, tratando do público adolescente.


-Você é contra ou a favor da cirurgia bariátrica para menores de 18 anos?

Cada caso é um caso, há de ser levado em consideração: as tentativas anteriores para o emagrecimento; dialogar com os profissionais de saúde que realizaram os acompanhamentos prévios, período, frequência, recaídas, abandono dentre outros; apoio e relacionamento familiar... Enfim, cabe destacar, por exemplo, que a fase da adolescência é um período turbulento para muitos, em que é fundamental a verificação de transtornos alimentares presentes, distúrbio de auto imagem, utilização de substâncias como drogas e outras compulsões, que se não tratadas e priorizadas antes da cirurgia bariátrica, podem levar a uma série de complicações... por isso a avaliação psicológica é tão importante para todos os candidatos à cirurgia bariátrica e não apenas para os adolescentes.


- Como a cirurgia pode afetar a vida do jovem?

Alguns estudos científicos apontam que as células de gordura parecem aumentar em número até o início da adolescência. Não há um consenso na comunidade científica quanto a recuperação, o reganho de peso e outros efeitos da cirurgia bariátrica a longo prazo, quando estes pacientes estiverem na terceira década de vida, por exemplo, bem como as consequências desconhecidas na maturação neuroendócrina e psicossocial.


- Você considera a cirurgia uma forma de evitar bullying nessa fase da adolescência?

O bullying é o assédio moral que ocorre no contexto escolar na vida de uma pessoa. Assim, não há como garantir que ele possa ocorrer ou não em função da realização da cirurgia, por exemplo, o assédio moral, em geral, é reforçado no agressor em função do comportamento da vítima que sofre a violência.


- Já ouvi relatos de pessoas que passaram pelo procedimento e acabaram ficando bulímicas. Isso é comum? 

Não é comum, por isso é importante que as pessoas busquem avaliação psicológica de um profissional especializado no assunto.


- A procura de jovens pela cirurgia tem aumentado?

Por enquanto não, creio que a cautela, bem como a prioridade em explorar outras possibilidades de tratamento menos invasivos seja a opção preferida dos pais.



Matéria fornecida ao jornal "expresso popular" em 29/11/12.

Depressão de fim de ano

O Natal e Festas comemorativas do fim do ano, época de entrar em contato com as lembranças íntimas e particularidades. Um repertório que para muitos pode significar o reaparecimento de tristezas profundas, tendo em vista o aumento nos índices de suicídio, e para outros pode significar caridade, amor, otimismo e paz.

Cabe aqui descrevermos e nos aprofundarmos sobre este sentimento que nos invade sem pedir licença, este espírito natalino como exemplo de bondade e abnegação, que amplia o amor ao próximo e faz aflorar em nós o sentimento de comunidade, em que muitas vezes desejamos fazer pelo outro aquilo que, talvez, não tenhamos feito durante todo o ano.


Eis que surge o presente, como símbolo desta mistura de amor e carinho representados em um artigo importante em nossa sociedade. Em uma relação recíproca de amor, generosidade e cuidado.

As festas comemorativas de fim de ano resgatam valores e desejos prósperos importantes de serem projetados em um ano seguinte, nos fazem entrar em contato com nossos sentimentos mais íntimos e assim, reavaliarmos o que consideramos importante ou inócuo.

Mas como perpetuar sentimentos tão positivos e mantê-los vivos no decorrer do ano? Não é exercício simples, haja vista que a rotina do dia a dia traz grande estresse em que somos estimulados a olhar, responder e atuar em um mundo repleto de exterioridades, e que não é comum em nossa sociedade, infelizmente, termos uma vivência mais interiorizada.

Assim, pode-se adotar atividades que proporcionem vivências com o seu interior, otimizando a oportunidade de reatar laços afetivos à família e amigos, em dar feedback às próprias necessidades e sentimentos. Buscar uma relação mais honesta consigo e não só em corresponder ao que os outros esperam de você.

Divórcio e Disputa de Guarda de filhos


O tribunal de justiça privilegia questões judiciais no conflito de interesse de seus envolvidos, interesses conflituosos. É de fácil imaginação que estas divergências quando familiares sejam explosivas, e nada trivial ao personagem central a criança na disputa de guarda. 

Muitos são os sentimentos que giram em torno da questão da guarda: desconfiança, medos, inseguranças, raiva e mágoas. A decisão em fazer psicoterapia infantil na criança é extrajudicial, o tribunal está interessado apenas com quem ficará a criança, neste sentido tal avaliação é realizada por uma junta de profissionais do tribunal de justiça – inclusive o psicólogo - que deverão apontar suas conclusões após estudo e avaliação das partes envolvidas na disputa da guarda em questão, a perícia psicológica.

A crise da Instituição da família se estampa sem censura, põe em xeque a estrutura da família contemporânea que repercute nos filhos. Segundo dados do IBGE o brasileiro está casando menos e se separando mais, estima-se que para cada quatro casamentos há um divórcio. 

Assim, a psicoterapia clínica para uma criança em que os pais estão em processo de separação não interfere na questão da guarda, pois o psicólogo que poderá influenciar em tal ação não está no campo da clínica psicológica e sim no campo do judiciário.

A psicoterapia clínica irá minimizar o sofrimento da criança e oportunizar a ela um espaço neutro de reflexão e expressão. A avaliação psicológica requer experiência e capacitação, verifica-se o contexto da queixa, que normalmente é trazida pelos pais, familiares e professores. Em um ambiente neutro é possível investigar a veracidade da queixa, estimulando as potencialidades do infante para observar como este reage diante de estímulos específicos.

Saiba mais sobre como ocorre a psicoterapia infantil e seu acompanhamento.

Cirurgia Bariátrica para adolescentes

Atualmente com as moduanças e adequações do Ministério da Saúde, adolescentes a partir de 16 anos poderão passar pelo procedimento cirúrgico de redução de estômago, a cirurgia bariátrica. 

Os  benefícios  deste  procedimento  devem  ser  cuidadosamente avaliados em detrimento de implicações que tal procedimento acarreta e suas consequências, os  riscos. 

Os pais devem estar super bem informados sobre tal escolha. Alguns estudoscientíficos apontam que as células de gordura parecem aumentar em número até o início da adolescência. É por isso que os pais devem redobrar a atenção, pois é nesta fase que vai ser definido se o adulto será magro ou gordo. 

De modo geral, poucos estudos científicos sobre a população adolescente, e por esta razão, há incertezas sobre aincidência para a recuperação e o reganho  de  peso  e  outros  efeitos  da  cirurgia, como  a  deficiência  de  vitaminas  e minerais  quando  estes  indivíduos  estiverem  na  terceira década  de  vida, bem como, consequências desconhecidas na maturação neuroendócrina e psicossocial.  

Segundo dados e estudos da UNIFESP as crianças que estão na faixa de 2 à 5 anos de idade, 22% apresentam sobrepeso e 6% já estão obesas. Podemos citar algumas causas como a globalização, a modernidade, o sedentarismo, fatores sócios culturais, fatores genéticos e endócrinos.O gráfico abaixo mostra o risco em percentual de risco de uma criança gordinha se tornar um adulto obeso. Geralmente a obesidade tem seu início na infância e quando isso ocorre, elas chegam aos 10 anos obesas, 80 % manterão esse padrão na fase adulta.


 
Contudo, o procedimento de avaliação permanece o mesmo, até o momento.  A Lei nº 4.119/62 está em vigência, bem como seus fatores de inclusão e exclusão para o perfil do candidato ao procedimento cirurgico. A escolha de profissionais gabaritados e especializados deve ser prioritária para que esta avaliação psicológica ocorra de forma ética e adequada a um embasamento teórico.

Obesidade é considerada uma doença crônica pela Organização Mundial de Saúde, sua origem é multifatorial e por isso de difícil controle por envolver diferentes aspectos do indivíduo. Logo, requer o cuidade de diferentes profissionais de saúde, tais como: clínico geral, endocrinologista, nutricionista, psicólogo e educador físico, que devem atuar em conjunto para potencializar no paciente habilidades e condições de enfrentamento - orientações nutricionais e de intervenção clínica, como também, de atividade física adequada e de suporte psicológico para o controle, prevenção e promoção da saúde do indivíduo obeso.

A prevenção da obesidade  infantojuvenil deve ser a primeira  linha de tratamento, na sequencia vem a intervenção de profissionais da área da saúde durante o período mínimo de dois anos. Sem resultados, aí sim é aconselhável se pensar na cirurgia bariátrica, sempre a última opção em razão de um tratamento invasivo e com sérios riscos.

A base do manejo  para o enfrentamento deste  problema de saúde, a obesidade,  é  a  modificação  dos  hábitos alimentares,  atividade  física e o acompanhamento psicológico, pois em muitos casos há também a compulsão alimentar envolvida, dentre tantos outros transtornos alimentares.