Como identificar uma Relação Abusiva?

Se dentro de uma relação  você tem se sentido criticado, tenso, triste, angustiado, temeroso, rejeitado, ignorado, pouco importante, sem controle da sua vida, isolado, culpado de tudo que acontece, obrigado a se mostrar feliz ou fazer o outro feliz, está deixando seus gostos e interesses de lado para evitar uma briga, é porque sua relação não anda nada bem.



É certo, que em uma relação pode acontecer alguma dessas coisas em dado momento, mas o problema aparece quando isso se torna uma constante e não uma exceção. Se você se sente de qualquer uma das formas ditas acima, duas ou três vezes por semana e há alguns meses. Logo é preciso começar a analisar a fundo sua relação e o que ela produz em você. 

Infelizmente, muitas pessoas se acostumam a uma relação doentia, de se desdobrar para ser o que não é, é assim, corresponder à expectativa do(a) parceiro(a).


Se seu parceiro frequentemente lhe ridiculariza no particular ou perante amigos ou familiares, se te critica ou regula tudo o que você faz, se lhe insulta ou diz palavras que ferem, se manipula com ameaças, mentiras, com silêncios ou nunca reconhece quais são suas qualidades, se usa expressões corporais ou faciais para lhe assustar, se não gosta que você encontre com seus amigos, se não permite que você faça o que gosta, se utiliza de demonstrações de afeto após ele/ela fazer algo errado, você está vivendo uma situação de abuso.

Está comprovado que os abusos tendem a aumentar se não for feito nada a respeito. Isto não significa que seu parceiro seja uma má pessoa, que ele é um assassino mas talvez ele não perceba que o que ele faz lhe machuca. Por mais que ele faça milhões de promessas de que vai mudar e acaba não mudando nada, ou piorando porque ficou nervoso, porque você não liga para ele… tenha em mente que o responsável disso tudo pode ser ele, não você. 

Para o abusador exercer a posição prazerosa de poder e opressão, de mandar e desmandar, muito difícil mudar. Ele/ela sempre tentará se justificar por tudo o que faz, já que está convencido(a) de que está certo ou de que a outra pessoa “procurou" e de alguma forma aquela punição.

Quem sofre a violência é paralisado pelo medo, e se justifica internamente que o(a) companheiro(a) é bom(a) e o ciclo se mantém, negando internamente a realidade, muitas vezes por uma dependência afetiva ou financeira.
Você não está diminuindo a culpa do abusador, mas pode sim evitar que piore comunicando, sim verbalizando, dentro da relação que o tom ou gestos são agressivos. É preciso responder sem gatilhos ao outro, e se nada adiantar talvez você precisem ou de terapia de casal ou de um advogado. Sim, a separação também pode ser uma opção libertadora e saudável, caso a terapia de casal não funcione, recomenda-se psicólogo(a) especializado, cheque antes de agendar. 

Muitas mulheres e homens reproduzem a estrutura de machismo estrutural, porque muitas vezes a mulher é culpabilizada pela violência que ela sofreu - estrutura sexista e desigual - a oportunidade de sair da violência não é só um problema de polícia, é uma questão que permeia outras políticas a educação, a cultura, a saúde... tem uma complexidade que vale lembrar, que se trata de um desafio social que vem do micro ao macro.

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Psicóloga Carla Ribeiro CRP-SP 86203

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