Efeito Placebo

Promete aumentar o equilíbrio, a força e capacidade de concentração otimizando a fluência energética do corpo... não se trata de um fármaco ...

Promete aumentar o equilíbrio, a força e capacidade de concentração otimizando a fluência energética do corpo... não se trata de um fármaco milagroso e sim da falsa promessa de uma empresa australiana, a Power Balance. A produtora de pulseiras de efeito inconstatável admitiu e assinou o termo de defesa do consumidor na Austrália e comprometeu-se a esclarecer quanto a falta de evidências científicas sobre  os benefícios.  Aos clientes   insatisfeitos  será  a solicitação  de
reembolso até o dia 30/06/11, inclusive a empresa já foi multada pela Espanha e Itália.  

Em uma sociedade capitalista a lei de mercado se consolida em ações como esta, pois nada melhor do que a realização do desejo alheio por alguns trocados... nesta lógica, surgiu a pulseira poderosa e muitos foram aqueles que nem se quer ousaram a tirá-la do braço para dormir, acredite se quiser!

Não há qualquer evidência científica que comprove o seu funcionamento, no Brasil a ANVISA suspendeu a propaganda dos efeitos terapêuticos da pulseira. O Professor de física da Unicamp Leandro Tessler em entrevista a Folha* 04/06/11 refere que "a interação de um holograma com corpo é só visual, mas não interfere na energia. Você se convence e pode até se sentir melhor, mas não há evidência científica comprovando o funcionamento".

O termo Placebo tem origem do latim e significa “agradarei”. Quando um sujeito possui uma crença projetada em um artifício, - medalha, pulseira, falso remédio... - este pode ser capaz de algo que na verdade não é, ou seja, um objeto desprovido de habilidades reais. Estes artifícios não têm poder algum, embora o sujeito mantenha a crença do contrário. Aliás, o homem é movido por crenças, elas modulam o comportamento humano até que o sujeito chegue ao encontro da razão e da ciência e mesmo assim teve muito cientista que comprou a pulseirinha, ou melhor, comprou a “Power balance”.

O homem inserido em uma sociedade cercada de regras de acordo com sua época e cultura está submetido a interações sociais e, ao passo em que nos permitimos vivenciar estas interações, elas vão condicionando nossos comportamentos. Assim, passamos a colecionar aprendizados de diferentes níveis de estímulos abstratos e simbólicos. 

Acreditar na pulseira é uma questão de crença. Já sentir seus poderes atuando no cotidiano é o efeito psicológico desta crença, diminuindo a ansiedade e fazendo com que o indivíduo tenha mais autoconfiança. Claro que esta capacidade de acreditar mais em si mesmo pode/deve ser realizada sem a pulseira, afinal trata-se de uma habilidade inerente ao homem e não de um poder extraterrestre. Aqueles que tiverem dificuldade para completar o exercício, recomenda-se algumas sessões de psicoterapia para instigar tal habilidade.

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